segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A ÚLTIMA PRIORIDADE DOS RECÉM-CASADOS DEVE SER COMPRAR UM APARTAMENTO, DIZ CERBASI

Gustavo Cerbasi (Foto: Divulgação)Gustavo Cerbasi é um guru das finanças pessoais. Seu maior best-seller, Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, já vendeu mais de um milhão de exemplares e, segundo ele, já ajudou muita gente a evitar um desastre no relacionamento.
Sua trajetória pessoal e profissional lhe dá um bom gabarito para falar de dinheiro e oferecer conselhos sobre vida financeira. Formado em administração pela FGV, Cerbasi começou a carreira trabalhando na área de finanças e por muitos anos deu aulas sobre o assunto. Foi nessas aulas que ele descobriu a demanda por mais informações sobre finanças pessoais. Ele falava de empresas, mas os alunos queriam conselhos sobre suas próprias rotinas.
Quando começou a preparar a apostila para um novo curso, acabou dando aula para o dono de uma editora, que o convidou a escrever o primeiro livro: Dinheiro – Os segredos de quem tem
Cerbasi vinha de um período de muito trabalho. Ele e a esposa, Adriana, ralaram dobrado para pagar o casamento que tanto queriam. A festa aconteceu em 2002. Após perceber que, com um esforço extra o dinheiro chegava, decidiram continuar no ritmo acelerado por mais um tempo. O cansaço bateu e, após a publicação do primeiro livro, os dois decidiram passar uns meses morando no Canadá.
Durante o sabático, Cerbasi trocou muitos emails com gente que lia seu livro e mandava dúvidas ou críticas. Muitas mensagens eram de pessoas que diziam não conseguir aplicar os conselhos porque maridos ou esposas não colaboravam. Aí nasceu a ideia do seu livro de maior sucesso. Ele se tornou escritor profissional e hoje dá palestras por todo o Brasil.
Ah, sim, nesse meio tempo ele conquistou o sonho do primeiro milhão. Aproveitou 2002, ano em que a bolsa estava muito desvalorizada, o mesmo de seu casamento, e aplicou em ações o dinheiro de um apartamento que haviam vendido e do seguro de um carro roubado. Em pouco mais de três anos, multiplicou o patrimônio.
Nesta entrevista, ele fala sobre investimentos, relacionamentos e aposentadoria. Mas também sobre qualidade de vida e como devemos valorizar o momento presente, sem deixar tudo para amanhã ou ano que vem.
Você diz que não quer estimular as pessoas a acumularem, mas sim encontrar um equilíbrio. O que significa esse equilíbrio pra você?
Eu dei consultoria entre 2002 e 2008. Nesse período, percebi que aquelas pessoas que se saíam muito bem e poupavam muito mais do que o recomendado, mais cedo ou mais tarde se arrependiam. Geralmente esse arrependimento estava ligado à perda de uma pessoa querida ou de uma oportunidade. Por exemplo, tudo que se queria era fazer uma viagem de 50 anos de casamento e de repente a pessoa amada morria. Aí a pessoa não só deixava de poupar como tendia a se desfazer muito rápido da sua poupança em resposta a uma frustração. O sentido da vida não estava no presente, mas no futuro.

Quando comecei a constatar casos assim, passei a valorizar ideia de que planejamento financeiro não é para o futuro, é para o presente. O futuro é consequência de um bom presente. É parecido com a minha ideia de educação dos filhos [ele tem três]: eu não estou nem um pouco preocupado com o futuro deles, estou preocupado com o presente, de ser um bom pai, de dar um bom exemplo, de dar uma boa educação. Porque crianças bem educadas vão se virar no futuro.

Eu batalho contra a ideia de tirar do presente e colocar no futuro. Quero que as pessoas vivam seu presente da melhor maneira, cuidando para que esse presente não falte no futuro. É quase a mesma coisa, né? Mas as escolhas que as pessoas fazem a partir dessa reflexão são diferentes. Veja, quando você pensa em presente bem vivido, não procura coisas supérfluas a serem cortadas. Valoriza o que te faz bem, que podem ser cuidados pessoais, lazer, curtir shows. As pessoas que pensam só em poupar para o futuro tendem a cortar o que é fácil. Mas quando você corta a manicure, o cafezinho e as viagens de férias fica, apesar de construir racionalmente um futuro, emocionalmente abalada.
É como se as pessoas quisessem viver em tempos de guerra hoje para quem sabe um dia viver muito bem?
Exatamente. A verdade é que ninguém é disciplinado para poupar. É algo que você constrói e a principal base da disciplina é a motivação. Se você quer se alimentar bem, tem que gostar do que come. Se você quer manter a disciplina da poupança, não pode sentir como se estivesse destruindo o presente. Porque aí, mesmo que racionalmente você queira poupar, emocionalmente seu cérebro começa a se defender. A pessoa que deixa de lado o que lhe dá prazer para organizar as contas vai se sentir ansiosa e frustrada.

Precisamos ter válvulas de escape para a vida estressante que levamos. A vida burocrática, de acordar, comer, trabalhar e dormir só funciona na matemática. Você pode se cuidar. Isso às vezes falta para as pessoas que se organizam de uma maneira excessivamente racional.

Qual o segredo então?
A fórmula para uma vida mais rica é adotar uma vida mais simples em termos de custo para não perder em experiência e qualidade de vida. Em geral, a regra é simples: você tem um carro de R$ 60 mil, venda e compre um de R$ 40 mil. Tem casa de R$ 500 mil, compre ou alugue uma de R$ 400 mil. Quando você compra um carro mais barato vai economizar IPVA, seguro, não vai ficar com tanto medo de estacionar na rua... Às vezes, uma ou duas escolhas na sua vida trazem uma cadeia de redução de custos que vão facilitar muito a administração do orçamento. Por isso, prefiro morar numa casa um pouco menos confortável e sair dela no fim de semana do que pagar uma casa melhor e não ter lazer ou uma vida bem cuidada. Aí a conta fecha com uma facilidade incrível.

Quem dá dicas para guardar dinheiro geralmente fala na importância de ter objetivos. Você concorda?
Sim. A primeira coisa para poupar é ter certeza de que você não vai gastar mais do que ganha. O único jeito de ter essa certeza é ter certa flexibilidade no orçamento, porque imprevistos acontecem sempre. Só que o brasileiro - que tem o orçamento todo tomado por prestações, porque aprendemos a comprar a prazo e nos tornamos viciados nisso - vai ter muita dificuldade para lidar com imprevistos.


Em segundo lugar, sim, para poupar é necessário ter um rótulo para cada centavo. Vou poupar para quê? Você precisa de objetivos. Tem também outra lição importante que é  “pague-se primeiro”. Guarde o dinheiro para os sonhos antes de qualquer coisa. Ou seja, quando o salário cair na sua conta, você já reserva x reais pra próxima viagem, y para a faculdade do filho. Coloque logo na poupança ou na aplicação que você achar melhor. Se no final do mês faltar dinheiro para pagar as contas do dia-a-dia, tome emprestado.
Isso faz sentido?
Você pode pensar: a aplicação rende 0,7% ao mês e o empréstimo me custa 3%, por que vou tomar emprestado? Porque a aplicação é por 10, 15 anos. O dinheiro emprestado, se você for consciente, vai lidar rapidamente com aquilo. Se for um valor alto, os juros serão o preço a pagar por uma falha de planejamento. Matematicamente, parece que estou indo pelo caminho errado, mas conscientemente é o preço que eu pago para garantir um sonho e garantir um sonho vai trazer mais motivação para me manter mais disciplinado. Pague-se primeiro é orientação poderosa. O empréstimo eventual, desde que seja para gerar renda, montar negócio ou preservar grandes sonhos eu acho razoável. Empréstimo pra consumo, esse sim é pecado.

As opções de investimento no Brasil têm crescido nos últimos anos. Existe o melhor investimento?
Não existe o melhor investimento. Eu preciso conhecer muito bem a pessoa que quer investir o dinheiro, porque para algumas pessoas até um título de capitalização vai ser melhor. A capitalização - que tem rendimento negativo - pode ser um bom negócio, porque às vezes a pessoa é motivada pela loteria. Ela quase ganhou um prêmio, aí mantém a aplicação por 12, 15 meses. Quando liquida o título já tem massa de recursos para começar a investir em um terreno, em uma carteira de ações, não importa. Ela criou a disciplina necessária para o primeiro impulso, que é o mais difícil. Mas para a maioria dos brasileiros, que tem conta-salário e não tem serviços financeiros na conta, a poupança ainda é o melhor investimento. Digo com tranquilidade que o melhor investimento para qualquer pessoa é aquele com o qual a pessoa se sinta bem aprendendo sobre ele. Porque se pesquisar com curiosidade vai descobrir as falhas de determinado produto, um banco que oferece algo melhor e vai migrar seu dinheiro para um investimento mais eficiente.

Imóvel é investimento? Qual a sua opinião sobre uma possível bolha imobiliária no Brasil?
Primeiro, essa ideia de que imóvel é algo muito importante de se ter no Brasil vem de uma história recente de grande valorização imobiliária, de um país que há poucas décadas era predominantemente rural e passou a ser predominantemente urbano. Todo mundo que comprou imóvel em meados do século passado viu esse imóvel se valorizar muito em função do crescimento das cidades. Hoje isso já não acontece.


Acho arriscada uma análise como a do Shiller [Nobel que previu a bolha dos Estados Unidos e afirmou que o Brasil passaria por situação parecida]. Concordo com a análise de que mercado brasileiro tem certa saturação, concordo que período pós-Copa tende a ter certo refreamento dos preços, mas não concordo que seja hora de vender ou que talvez não seja hora de comprar. Porque toda média é burra. Se eu falar que mercado brasileiro vai perder 5% do valor nos imóveis, muita gente que tem imóvel com potencial de valorização pode se desfazer dele. Pode acontecer uma calamidade, uma guerra no país, sempre haverá regiões com potencial de valorização. Se o mercado brasileiro perder 5% ou 8% ou 10% - e nada disso caracteriza bolha - mesmo assim há bairros recebendo novos metrôs, shoppings, cidades se expandindo em função de certo eixo comercial. Não posso perder o foco dessas oportunidades simplesmente porque não é hora de comprar.
O que você diria para alguém que está num dilema se compra ou não imóvel?
Pode comprar. Mas, principalmente para não se arrepender, estude o plano diretor da sua cidade. Escute dois ou três corretores de imóveis, preferencialmente não relacionados ao imóvel que você quer negociar. Entre no site do Secovi, que dá um mapa, uma projeção de evolução do metro quadrado nas grandes cidades pra entender as grandes tendências.

Seu grande bestseller foi o livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Ele completa 10 anos em 2014. Você acha que algo mudou em relação ao dinheiro na vida a dois? Por que dinheiro continua sendo uma das principais causas de separação?
Mudou. Quando ele foi escrito, eu dizia que casais não conversavam sobre dinheiro. Hoje já não posso falar isso. Todas as revistas, sites, canais de televisão que tratam de variedades falam também de dinheiro. Não é mais um tabu, só que os casais ainda não falam sobre isso. Hoje é mais uma questão de falta de tempo, correria da vida moderna. O pouco tempo que os casais têm para convívio eles não querem falar de dinheiro.

Acho que ainda há um problema em relação à idade média dos primeiros compradores de imóvel, que segundo o Secovi está em torno dos 31 anos de idade. Isso para mim é radicalmente contrário ao bom planejamento financeiro. Comprar casa própria muito cedo engessa as escolhas, em dois sentidos. Primeiro, quando você se fixa, mata oportunidades de trabalhar em outras cidades ou países. Além disso, quem assume prestações pesadas e inflexíveis por muito tempo geralmente assume menos riscos na carreira, riscos esses que trazem aumento de renda e novas experiências. Um jovem casal precisa ter consciência que enquanto não estiver satisfeito com o que se ganha - e nenhum jovem deveria estar - flexibilidade é elemento chave pra você crescer. O aluguel é um parceiro importantíssimo dessa flexibilidade. Quando você assume um estilo de vida inflexível começa a ser pressionado para manter aquele estilo de vida. Faz com que a carreira estacione.
Então os recém-casados não precisam necessariamente ter uma casa própria?
Eu acho que eles necessariamente não devem comprar casa própria. Caso queiram comprar, devem tratar o imóvel como investimento e não casa própria, que você quebra parede e instala cozinha americana. Por exemplo, você acabou de casar, viu uma oportunidade com um alto potencial de valorização e saiu do aluguel por causa disso, ótimo. Mas não instale móveis planejados ali e prepare-se para a mudança. A partir do momento que aquele imóvel valorizar, é hora de vender e partir para o próximo. Mais perto dos 40 anos, a renda é maior, você acumulou FGTS e pode entrar no financiamento para quitar o imóvel em 10 anos, ao invés de ficar 30 anos pagando. Meu convite é para os que jovens diminuam o gasto fixo, continuem aproveitando o que motivou o casamento, como romantismo, lazer, cuidado de um com o outro, e experimentem a vida para criar condições de ganho.

Quais são os principais erros que os casais cometem?
O primeiro é não conversar. Quando você conversa, um entende melhor as ambições do outro. O segundo é se esforçar demais para prestar contas para a sociedade, que significa ostentar um estilo de vida incompatível com o casal. Conversar pouco e mobilizar demais o orçamento são os principais. Mas há outros. Por exemplo, se preocupar demais com a rotina do casamento e não os sonhos futuros. Ou se preocupar com o sonho de um só. Num relacionamento, um mais um dá três. É preciso realizar os sonhos dele, os dela e os típicos de casal. Podem demorar mais para acontecer, mas a motivação é maior.

E quando uma das partes ganha muito mais que a outra? Existe alguma dica de como lidar com isso?
A melhor solução no meu entender é única. Não existe dinheiro meu e dinheiro dela. Ambos se esforçam para que se maximize o que casal pode fazer em termos de realização. Se há uma situação em que um ganha mais, o que ganha menos deve chamar para si responsabilidade de dar suporte para aquela carreira que está sendo mais interessante nesse momento. Mas deve-se discutir continuamente a possibilidade de inverter esse papel. Profissões que remuneram muito bem geralmente desgastam mais a pessoa. E a pessoa que ganha mais e está recebendo esse suporte precisa ouvir o outro e continuamente questionar se há felicidade, realização.

Você pode falar um pouco sobre o seu próximo livro?
No Adeus, Aposentadoria, eu contesto uma lógica maluca que as pessoas estão seguindo para o fim da carreira, que é excessivamente sacrificante, mas chega num resultado que não é gratificante. Proponho uma mudança de modelo: não se aposentar mais. Como? Entre outras coisas, moldando uma carreira para que você possa trabalhar até os 80, 90 anos de idade. Que chegue um momento em que você se aposenta pela formalidade do termo, dá entrada no INSS, mas aí muda sua maneira de ganhar dinheiro fazendo algo que te apaixone. Para muita gente, carreira é sinônimo de começo, meio e fim, o fim sendo aposentadoria. Eu encaro a aposentadoria como o começo da melhor fase do dinheiro na vida das pessoas, desde que as pessoas se preparem pra isso.

O trabalho às vezes é visto como um fardo. Você defende que viver bem é gostar do que se faz?
Até certo ponto. Porque principalmente os jovens não podem confundir a ideia de fazer o que se gosta com a ideia de sempre fazer o que se gosta. Se eu quero chegar a um ponto em que eu faço o que gosto, eu tenho que entrar na situação de fazer o que eu não gosto, que é o começo de qualquer carreira. Num segundo momento, você vai conseguir fazer escolhas. E essas escolhas não são para a vida toda. Estar empregado é uma oportunidade de reservar parte do que se ganha e lá na frente ter o próprio dinheiro para, na aposentadoria da carreira, trabalhar para si mesmo. Seja como empreendedor ou investidor. O tempo de trabalho é um tempo de aprendizado para o empreendedorismo. E, para mim, empreendedorismo não é necessariamente abrir um negócio. Você pode ter uma atitude empreendedora com dois ou três imóveis que já comprou estudando a hora certa de comprar, vender ou alugar.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2014/07/ultima-prioridade-dos-recem-casados-deve-ser-comprar-um-apartamento-diz-cerbasi.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Imóveis: sempre um bom negócio!

Defendo a ideia de que, quanto mais expectativas de mudanças a pessoa tem em sua vida ou em sua carreira, menos deve se preocupar com a casa própria. A fixação geográfica e a assunção de uma grande dívida limitam nossa capacidade de realizar mudanças significativas na carreira. Aluguel é sinônimo de flexibilidade. Porém, nada impede uma pessoa com grandes ambições na vida de adquirir um imóvel como investimento. Seja para moradia definitiva ou para morar/alugar enquanto valoriza, comprar um imóvel sempre é um bom negócio – desde que a escolha seja feita com prudência, muita reflexão e sem ceder a argumentos vendedores.

O maior de todos os erros na compra de imóveis de qualquer natureza é acreditar que, se não for comprado agora, será inviável comprar daqui a três ou quatro anos. O medo de perder uma oportunidade ou de inviabilizar uma compra que é aparentemente viável hoje induz a uma compra por impulso. Esse medo nasce, invariavelmente, de argumentos vendedores astutamente lapidados por corretores de imóveis. Esqueça. Por mais que um grande empreendimento comercial ou obra de infraestrutura estejam gerando a valorização do bairro em que você quer morar, o que define o momento ideal da compra de um imóvel é sua condição financeira, e não o ambiente em que o imóvel se localiza. Se será difícil pagar, não deve ser comprado.

Digamos que o imóvel que você tem em mente realmente tenha potencial de grande valorização nos próximos anos. Mesmo após constatar a valorização, comprá-lo terá sido mau negócio se você tiver limitado suas escolhas profissionais em razão do medo de não conseguir pagar a dívida, ou em razão de sua fixação geográfica – no caso da compra ser para moradia. Também terá sido mau negócio se, para aproveitar a oportunidade, você se enforcar financeiramente e diminuir drasticamente sua qualidade de vida. Há uma conta que não se faz na ponta do lápis, mas que não pode ser desprezada: o investimento que lhe tira a saúde é sinônimo de prejuízo, não importa qual seja o ganho.

Por outro lado, digamos que um imóvel que você tinha em mente há alguns anos já se valorizou intensamente. Lamentar a perda de um investimento é um erro, pois gera sentimento de frustração e de inibição de sua intenção de buscar novos investimentos. Se você já teve a sensação de que iria fazer bom negócio e não fez, reflita sobre o que o fez intuir o sucesso e sobre os temores que o levaram a deixar a oportunidade. Em vez de se arrepender, pesquise agora quais são os bairros que reúnem as características que existiam há alguns anos naquele que se valorizou.

Quando uma região se valoriza muito acima da média, devemos olhar para os bairros vizinhos, ainda malcuidados e desvalorizados, para lá investir e esperar a prosperidade do bairro rico se irradiar pelas vizinhanças. Se você está em dúvidas quanto a sua capacidade de pagar ou não um imóvel para morar ou investir, adie sua escolha. Não assuma grandes dívidas sem ter certeza de sua capacidade para honrá-las.

Gustavo Cerbasi é consultor financeiro e autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Ed. Gente), Como Organizar sua Vida Financeira (Elsevier Campus) e Os Segredos dos Casais Inteligentes (Ed. Sextante). Acesse os perfis no Twitter e Facebook.
Publicado originalmente na Revista Época em agosto/2013.

Fonte: http://www.maisdinheiro.com.br/artigos/1/100/imoveis--sempre-um-bom-negocio-

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cai preço médio do metro quadrado em Brasília

Cai preço médio do metro quadrado em Brasília

O Índice FipeZap Ampliado mostra que o preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros subiu para R$ 6.612 em março, o que representa alta de 0,9% na comparação com fevereiro. Ainda segundo a pesquisa, o índice apresentou queda de -0,1% no Distrito Federal.
Mesmo assim Brasília aparece como o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, com o valor de R$ 8.318. O primeiro lugar ficou com o Rio de Janeiro (R$ 8.941 m²) e o terceiro com São Paulo (R$ 7.040 m²).
O índice acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em seis capitais brasileiras e no Distrito Federal, com base em anúncios de apartamentos prontos da internet.
De acordo com o presidente do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF), Carlos Hiram Bentes David, essa pesquisa é muito abrangente e não mostra a realidade da capital federal.
— O valor do metro quadrado em Samambaia, por exemplo, não é o mesmo do Plano Piloto ou do Sudoeste. Então, dependendo da região e do tipo de imóvel, o preço varia.

O Índice FipeZap é calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com o portal ZAP Imóveis. Entre os municípios incluídos no estudo estão Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul e Florianópolis. O metro quadrado mais barato é do Vila Velha (ES), R$ 3.494.

Fonte: http://www.creadf.org.br/index.php/2011-08-19-13-59-20/central-de-noticias/clipping-de-noticias/item/1739-cai-preco-medio-do-metro-quadrado-em-brasilia

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sim, alugar imóvel é um bom negócio

A obsessão pela casa própria deixa evidente a falta de educação financeira dos brasileiros. Quem diz isso não sou eu, e sim os números. Não é preciso fazer muitas contas. Coloque-se no lugar do proprietário de imóvel. Raramente os rendimentos do aluguel superam 0,5% ao mês. Na dura realidade de juros elevados, qualquer um que compra um imóvel pode também investir seu patrimônio na renda fixa, com ganhos superiores a 0,7% mensais. Se não é bom negócio para locadores, por que seria para inquilinos?
O caminho para sair do aluguel, para a maioria das pessoas, é por meio  do financiamento. Na prática, financiar é tomar dinheiro emprestado e pagar um aluguel por ele. Pouca gente percebe o mau negócio que faz ao deixar de alugar por 0,5% ou 0,6% ao mês e passar a alugar dinheiro do banco ou da construtora por algo entre 0,8% e 1% ao mês. Aqui, alugar dinheiro é mais caro que alugar imóvel. É insensatez, mas é fato.
Há contra-argumentos que tentam derrubar essa reflexão. Um deles é que aluguel de imóvel é pela vida toda, enquanto o “aluguel de dinheiro” – ou financiamento – é por apenas alguns anos. Façamos novas contas. Um imóvel de R$ 500 mil pode ser alugado por R$ 3 mil mensais. Um financiamento desse mesmo imóvel pediria pelo menos uma entrada de R$ 150 mil, e o restante seria parcelado em, digamos, 20 anos com prestações de cerca de R$ 3.550 mensais. Considerei juros de 0,9% ao mês.
Os R$ 550 mensais da diferença, se bem investidos por 20 anos, podem resultar em R$ 193 mil. Somados aos R$ 150 mil da entrada e aos rendimentos que esse valor também geraria em 20 anos, dá um total de cerca de R$ 501 mil. Considerei rendimentos de 0,3% ao mês acima da inflação, para chegar a resultados em valores de hoje.
Você não conseguirá comprar, daqui a 20 anos, o mesmo imóvel que hoje vale R$ 500 mil apenas corrigindo sua poupança pela inflação. Mas estará mais flexível para morar onde quiser, em imóveis adequados a seu instante de vida e de carreira, sem abrir mão da oportunidade de poupar e sem engessar demais seu orçamento. Provavelmente, com isso, terá mais chance de crescimento na carreira e na renda, consequentemente na poupança e na capacidade de comprar um imóvel melhor no futuro. Você se sentirá menos pressionado, por ter um orçamento flexível, que pode ser mudado se a renda cair. Podemos desistir de um imóvel alugado, mas é mau negócio desistir de um financiamento.
A reflexão se inverte quando as prestações do imóvel ficam inferiores à mensalidade do aluguel. Isso ocorre com os imóveis mais baratos, que têm subsídio do governo. Se não for seu caso, pense bem antes de apertar seu orçamento. Quanto mais altos os juros, maior a vantagem da combinação de aluguel com poupança.
Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-cerbasi/noticia/2014/05/sim-balugar-imovelb-e-um-bom-negocio.html

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Em 10 anos, vendas de imóveis de 1 dormitório crescem 400%

Preços elevados e famílias menores influenciaram o desempenho.

Levantamento é do SecoviSP, feito a pedido do G1.

Anay CuryDo G1, em São Paulo
Fachada do empreendimento da construtora Cyrela,em São Paulo (Foto: FILIPE ARAÚJO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE)Fachada do empreendimento da construtora Cyrela,em São Paulo (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo/AE)
Com o aumento dos preços dos imóveis e a mudança no perfil das famílias brasileiras, a preferência pelos imóveis novos de um dormitório tem se consolidado, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo. Nos últimos dez anos, a venda desse tipo de moradia na capital cresceu 406,39%.

Enquanto em 2004 as vendas desse tipo de imóvel somaram 1.657 unidades, em 2013 saltaram para 8.391. Os números são de um levantamento do sindicato da habitação de São Paulo (Secovi-SP) feito a pedido do G1. Neste ano, de janeiro até abril, dos 6.266 imóveis lançados, 1.800, o que corresponde a 28% do total, são de um dormitório.

O valor comercializado dos imóveis (VGV) de um quarto, acompanhando o aumento das vendas, registrou uma variação ainda maior, de 686,5%, ao passar de R$ 471 milhões em 2004, para R$ 3,7 bilhões no final de 2013. Os números foram atualizados pela inflação calculada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

“As famílias estão menores. Está chegando ao mercado uma nova geração de compradores, com menos filhos, solteiros. Hoje, o orçamento das famílias é muito mais adequado para esses imóveis menores”, afirma Sousa. 

Tabela de 1 dormitório (Foto: G1)
Os imóveis pequenos também têm conseguido atrair o consumidor pelas facilidades que oferece aos moradores. “Não é apenas preço, porque, em muitos casos, imóveis novos menores são até mais caros do que imóveis antigos maiores na mesma região. Praticidade conta muito hoje em dia, e vai contar cada vez mais. Os condomínios desses imóveis oferecem praticidades, serviços que facilitam o dia a dia”, aponta Marcos Caielli, diretor de negócios imobiliários do Portal de Documentos.

Os números do Secovi mostram que os imóveis novos com número maior de dormitórios também registraram aumento nas vendas, assim como nos valores comercializados nos últimos dez anos, mas numa proporção bem abaixo das unidades de apenas um quarto.


“A demanda continua grande por imóveis, independentemente do tamanho, mas o que percebemos é que lançamentos de imóveis maiores, com mais quartos, são mais raros”, diz o professor do Ibmec.


De 2004 a 2013, as vendas de imóveis de dois dormitórios subiram 118,46% (de 6.717 para 14.674) e de três, 8,79% (de 7.049 para 7.669).

"De 2004 a 2012, a média de imóveis ofertados de um quarto era de 8% [do total]. De repente, no final de 2012 e 2013, tivemos a oferta crescendo 150%. Isso acontece por dois fatores: busca pelo ticket mais barato, que cabe no bolso. O segundo quesito igual ou mais importante é o fato de, hoje, o grande comprador, em média, estar na faixa que vai até 35 anos de idade, que se preocupa mais com mobilidade [localização] do que com o tamanho", disse Celso Petrucci, economia-chefe do SecoviSP.
O único tipo de imóvel que tem registrado queda nas vendas é o de quatro quartos. Em 2004, foram comercializados 4.760 e, no ano passado, apenas 2.585, uma queda de 45,69%. 
Quanto ao valor geral de vendas dessas residências, o crescimento foi de 168,32% (de R$ 2,141 bilhões para R$ 5,746 bilhões) no caso de imóveis de dois quartos, e de 67,64% (de R$ 3,064 bilhões para R$ 5,137 bilhões), no de três. Já os imóveis de quatro dormitórios mostraram retração de 19,3% no valor de vendas, de R$ 5,992 bilhões para R$ 4,831 bilhões.

Investimento com mais liquidez
Para as construtoras e incorporadoras, bem como para quem investe no mercado imobiliário, os imóveis menores são mais vantajosos, na avaliação dos especialistas. Isso porque quem constrói lucra mais com a venda de dois imóveis pequenos no lugar de um grande, bem como quem compra para oferecer à locação.   

“Esses imóveis normalmente são os preferidos de quem precisa alugar, pois são novos, em excelentes localizações na cidade, e com serviços de conveniência. Portanto, é um investimento com maior liquidez [retorno] para investidores, tanto para locação quanto para revenda”, justifica Caielli, do Portal de Documentos.


E se engana quem pensa que essa é uma tendência apenas vista em grandes cidades. Municípios próximos às metrópoles e até municípios no Nordeste têm apostado nesse filão de mercado, segundo Sousa, do Ibmec.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/06/em-10-anos-vendas-de-imoveis-de-1-dormitorio-crescem-400.html

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sem bolha: veja 8 imóveis pelo mundo que custam até US$ 50 mil - InfoMoney

Enquanto no Brasil apartamentos de 45 metros quadrados custam R$ 1 milhão, imóveis em outros países estão à venda por verdadeiras pechinchas.
O site Business Insider, com ajuda da imobiliária Point2Homes, reuniu algumas propriedades que estão à venda em diferentes países por menos de US$ 50 mil. A seleção vai de uma casa aconchegante na Irlanda a um apartamento beira-mar na Tailândia. Confira abaixo:
Casa na ilha de Mactan, Filipinas
Casa nas filipinas

Preço: US$ 38.200
A espaçosa casa de dois quarto na ilha está localizada em um condomínio em Brookfield e tem playground, quadra de tênis, basquete, entre outras áreas de lazer.

Estúdio no Golfo da Tailândia
Golfo da Tailandia - imóveis
Preço: US$ 47.746
O estúdio fica em um condomínio na cidade de Pattaya e tem uma vista única para o mar do Golfo da Tailândia. O imóvel tem varanda e vem parcialmente mobiliado. O condomínio ainda oferece espaço com churrasqueira e jacuzzi.

Casa no vilarejo irlandês
Caa na irlanda- imóveis
Preço: 47.687
A casa de três quartos está localizada em uma aldeia irlandesa chamada Shinrone. Ela tem jardim, aquecedor central e lareira de tijolos para o frio do inverno irlandês.

Apartamento em Almeria, Espanha
Apartamento na espanha - imóveis
Preço: US$ 47.611
O apartamento de dois quartos fica em um luxuoso condomínio em Almeria, Espanha. Além de uma bela vista para as montanhas, o condomínio deixa à disposição piscina, quadra de tênis e está a 10 minutos da costa espanhola.

Casa em um condomínio em Puntarenas, Costa Rica
Casa em Casta Rica - Imoveis
Preço: US$ 45.000
O condomínio está localizado numa floresta tropical do país, em meio à montanha e um rio. A casa tem um quarto e acesso à piscina do condomínio.

Apartamento em um refúgio tropical na República Dominicana
Casa na república dominicana
Preço: US$ 42.000
O apartamento situado na pequena cidade de Sosua, conhecida por ter as praias mais bonitas do país, fica em um condomínio fechado perto do centro e da praia. O apartamento tem um dormitório, varanda, já vem mobiliado e tem piscina no condomínio e um belo jardim.

Apartamento na Cidade do Cabo, África do Sul
Apartamento em Cidade do Cabo
Preço: US$ 41.197
Com dois quartos, o apartamento está situado na cidade mais popular da África do Sul. Ele fica perto do centro e tem segurança 24 horas.

Apartamento em Budapest, Hungria
Casa na Hungria
Preço: US$ 28.000
O imóvel está localizado em uma das cidades mais visitadas por turistas na Hungria.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/imoveis/noticia/3430200/sem-bolha-veja-imoveis-pelo-mundo-que-custam-ate-mil

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Preço do m² cai em 5 de 16 cidades em junho, segundo FipeZap

No semestre, valor do m² subiu menos que a inflação nas 16 cidades.
Junho foi o 7º mês de desaceleração nos preços; m² subiu 10,9%.


O preço do metro quadrado anunciado caiu em cinco das 16 cidades pesquisadas pelo índice FipeZap, segundo a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3): Brasília, Curitiba, Vila Velha, Santo André e São Bernardo do Campo.

O valor do metro quadrado geral das cidades subiu menos que a inflação (ou sej,a teve queda real) no primeiro semestre deste ano. Segundo a pesquisa, houve alta de 3,49% no preços do m² anunciado, menor que a inflação do primeiro semestre, de 3,68% considerando a variação esperada para o IPCA de junho de 0,34%, segundo o boletim Focus do Banco Central.
O preço dos imóveis subiu menos do que a média dos preços da economia e, com isso, teve queda real. Junho também foi o setimo mês seguido de desaceleração do preço do m², ou seja, ele está subindo menos a cada mês.
Em junho, o índice geral subiu 10,9% em comparação com o mesmo mês de 2013 – em maio, a alta foi de 11,7%.
O m² mais caro é o do Rio de Janeiro (R$ 10.648) e o segundo é o de São Paulo, que ultrapassou Brasília, com o preço médio de R$ 8.124. A média do m² das 16 cidades ficou em R$ 7.531 e o mais barato é o de Vilha Velha (R$ 3.934).
Cidades

A cidade do Rio de Janeiro, que tem o m² mais caro (R$ 10.648), teve a menor variação mensal desde março de 2008, com alta alta de 0,37% em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, houve o menor aumento desde o início da série histórica, de 12,5%.

Curitiba foi a cidade que teve a maior queda mensal do índice, de 0,51% e no acumulado do ano teve redução de 0,84% nos preços, para R$ 5.024. Em 12 meses, no entanto, a capital do Paraná é a que teve maior aumento de preços, de 19,12%.
Santo André e São Bernardo do Campo tiveram queda de 0,25% em junho e alta de 2,5% no acumulado do ano, para R$ 4.664 e R$ 4.418, respectivamente. Em 12 meses, Santo André teve alta de 8,97% nos preços e São Bernardo, de 7,79%.
Vilha Velha, que tem o m² mais barato entre as 16 cidades (R$ 3.934), teve queda de 0,21% nos preços no mês. No ano, a capital do Espírito Santo acumula correção de 3,6% e em 12 meses, de 10,45%.
Brasília, com o 3º metro quadrado mais caro do país (de R$ 8.122), teve redução de 0,18% nos preços em junho e 0,61% no ano. Em 12 meses, a capital federal é a cidade com menor alta entre as 16 cidades, de 2,82%.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2014/07/preco-do-m-cai-em-5-de-16-cidades-em-junho-segundo-fipezap.html